Assalto ao Caramulo 2011

Tenho que admitir, tenho andado tão pouco de bicicleta como tenho escrito. Enquanto exsitir o Assalto ao Caramulo, é o que preciso para mostrar a mim mesmo que ainda sei andar de bicicleta.
O ano passado vi-me e desejei-me para conseguir superar este pequeno desafio: o frio, chuva e cansaço quase que levavam a melhor. Este ano preparei-me um pouco melhor, tanto fisicamente como a nível de equipamento para o frio e no final até me pareceu fácil. Adicionei ao meu habitual conjunto para o frio os seguintes artigos:

  • Luvas impermeáveis
  • Meias impermeáveis
  • Protecção para cara

Curiosamente esteve bom tempo e não testei o material. Ainda bem. Já a pensar nisso levei outras luvas mais leves na mochila.
Bem, quanto ao “passeio”, como sempre, foi bom. Muito bom. Ora conversando com uns, ora com outros, de maneira a não me perder (isto na subida, porque na descida acabei mesmo por me perder). Como habitualmente, juntei-me ao batalhão de Vila Nova de Monsarros. Nunca lá tinha visto tantos ciclistas.
Já se sabe que o percurso é acompanhado por boas vistas, mesmo com nevoeiro, é para apreciar e fazer sem pressas, gerindo o esforço para não se tornar num sacrifício, isto para quem está habituado a andar pouco como eu. Para ajudar a suportar o percurso, este ano, existiram duas surpresas patrocinadas por duas lojas de bicicletas: uma delas a meio do percurso com grelhados, sumos e bebidas energéticas; outra no Caramulinho com um porco no espeto e as meninas da Red Bull.
Visitei o Caramulinho uma semana depois e as latas da Red Bull estavam no chão, uma autentica lixeira que em nada contribui para o bom nome deste encontro e do desporto em geral.

Vista de Malhapão de Cima, sem neve

A parte melhor, especialmente num dia bonito como foi o dia 1 de Dezembro deste ano, é a descida. De notar que levo uma bicicleta com 160mm de suspensão dianteira e 150mm na traseira. É por isso para mim a melhor parte apesar de nem sempre ter unhas para o animal. É escolher os caminhos mais acidentados, mesmo que ao lado exista um onde se pode ir mais depressa, prefiro de longe os degraus de pedra que alguns trilhos têm. Precisamente por numa dada altura não ter unhas para as capacidades da bicicleta, esgotei o curso, rebentei com um raio e empenei desviador X9. Nada que umas pancadinhas de amor não resolvam. Mais ou menos depois disto, perdi-me. Não levei GPS, na noite anterior tentei colocar o trilho num emprestado mas parece que tinha pontos a mais ou seja lá o que for. Bem, como tinha a bicicleta com a roda feita num 8 foi mesmo melhor procurar o caminho mais suave até à base. Isto não correu tão bem na prática como na teoria mas lá cheguei são e salvo a Vila Nova de Monsarros.

Autor: rui

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