Desmontagem da bicicleta antiga de estrada Swiss Olympic

Nos últimos tempos tenho adquirido algumas bicicletas antigas que a juntar às que já possuía, resultam numa carga de trabalhos acumulados ficando todas por recuperar. Resolvi meter ordem no andamento, armazenar as que estavam por recuperar e começar numa e levar até ao fim. A escolhida foi a bicicleta de estrada Swiss Olympic .
A desmontagem, como sempre, revela mais alguns pormenores. Um aro Weinmann, outro Etrto Made in Belgium, Cubos Shimano Via sendo que o traseiro tem um pequeno autocolante que diz S7. Por acaso fartei-me de fazer asneiras na desmontagem desta bicicleta, tinha o cérebro um bocadinho parado. A desmontagem está encalhada no pedaleiro, espigão de selim e travão traseiro. O pedaleiro porque, apesar da suposta facilidade que seria tirar os braços do eixo quadrado com a ferramenta adequada, estão de tal forma juntos que a força exercida faz com que rebente a rosca do braço e não saia. Ainda estou para ver como vou retirar os braços sem danificar o metal. São braços de 170mm e para quem não está dentro das medidas ou não dá importância a esse pormenor fica aqui um excelente site com informação para obter o tamanho correcto da pedaleira para as nossas medidas. Chamem-lhe braços ou alavancas ou cranks, desde que se perceba do que estamos a falar. O espigão de selim não sai porque o parafuso está moído, igual situação para o travão traseiro. Também ainda não desmontei os carretos de mudanças. É a primeira vez que desmonto algo do género e este ponto é uma novidade. Se ontem à noite estava convencido que o cedo era de enroscar no cubo, hoje acredito que é antes uma cassete, segundo as palavras do grande Sheldon Brown que diz que sempre que um cepo apresenta pequenos sulcos na ponta do cepo trata-se de uma cassete. Esses sulcos são na verdade uma rosca onde o ultimo carreto enrosca e segura todos os outros. Mais, devido à não existência de material novo para substituição pode-se mudar este tipo de cepo chamado Uniglide para um HyperGlide, mais moderno. Um hyperglide leva uma cassete com estrias de diferentes tamanhos de forma a que os dentes dos carretos fiquem na posição correcta para a passagem de mudanças ser mais suave devido à forma dos dentes dos carretos. Carretos Uniglide tem todos os dentes iguais sendo as mudanças mais bruscas mas por outro lado podem-se virar ao contrário. Tanta conversa e às tantas ainda vou fazer disto uma single speed ou fixed gear se bem que o drop out horizontal não ajuda nada nessa tarefa. Mas isso é conversa para outra altura. De momento tenho que me concentrar em desmontar tudo e limpar. Vou acabar por tirar os raios das rodas para limpar os olhais. A técnica da palha de aço não se mostra muito eficaz. Ou melhor, é eficaz mas deixa pequenos riscos no alumínio. O cromado aguenta bem este tratamento, o alumínio nem por isso mas se não houver outra solução para tirar a sujidade não ficará assim tão mal.
Descobri ainda o modelo da bicicleta: Modele Vitus. Este encontra-se na pequena peça plástica de passagem de cabos debaixo do eixo pedaleiro.

Autor: rui

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2 Comentários

  1. Tenho 1 casal de Swiss Olympic de 5 veloc. Pretendo restaurá-la mas preciso dos ou de alguém que os faça . Tens alguma orientação? Grato

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    rui Resposta:

    Olá! Brasil? Não tenho orientação. Entretanto vendi a minha.

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